Paulada 90 decibéis: Resenha – Different Gear Still Speading (Beady Eye)

Eu prometo que será só um pouco mais de Beady Eye…
No último post, falamos a respeito da mais nova banda de Liam Gallagher e seus comparsas, Andy Bell, Gem Archer e Chris Sharrock, todos ex Oasis.
Agora, iremos fazer um aparato do primeiro álbum de estúdio dos caras, o Different Gear Still Speading, e depois nunca mais falaremos deles (eu acho…).
Eu li algumas críticas sobre o referido álbum, e em todas elas, havia a comparação dos sons do Beady Eye, com o do Oasis.
Mas essas críticas sempre se referiam ao som do Oasis, como uma coisa única, sem variações ou coisas do gênero. Pois bem, para mim, o Oasis tem três sonoridades diferentes:
A primeira delas, evidenciada no álbum de estréia, Definetly Maybe, os ingleses fazem um rock’n’roll cru, sem grandes firulas, mas com riffs destacados e marcantes. Depois, no álbum de maior sucesso, o (What’s the Story) Morning Glory, os caras conceituam o britpop (música popular britânica), com um rock poluído de efeitos e melodias grudentas. Por fim, com o álbum Standing out the Shoulder of Giants, os rapazes de Manchester mostram seu lado psicodélico e experimental.
Partindo dessa premissa, fica difícil comparar a sonoridade do Beady Eye, que é uma só, com a do Oasis.
Mas ao ouvir todas as 13 faixas do Different Gear Still Speading, não consegui lembrar do saudoso Oasis britpop, nem do alternativo Oasis psicodélico, restando o Oasis rock’n’roll, a título de comparação.
Os riffs estão presentes, como podemos ouvir em Millionaire e Beatles and Stones (sugestivo o nome). Influenciados por diversas bandas de rock britânicas, como os próprios Beatles e Rolling Stones, além do Stone Roses, a banda utilizou (e muito), os pianos, como podemos perceber na animada Bring the Light, e na beatlemaníaca The Beat Goes On. As baladas também estão presentes, mas nada que se compare as clássicas Champagne Supernova e Wonderwall. Apesar disso, é possível acender um isqueiro em Kill for a Dream e The Morning Son.
É um bom álbum de estréia, tem músicas de alto nível, como o single The Roller, e uma das antigas músicas de divulgação, Four Letter Word. Está no nível das atuais bandas de rock britânicas, como Arctic Monkeys, mas está bem longe de causar a revolução que o Oasis causou no inicio dos anos 90… Quem sabe no próximo álbum….

Francisco Souza

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