Paulada 90 decibéis – O Hard Rock vive?

Recentemente, alguns canais de noticias musicais divulgaram um possível retorno da banda clássica de Hard Rock, Van Halen, que já estaria em processo de gravação de um novo álbum. Este álbum seria o primeiro de estúdio desde 1998 e marcaria o retorno de David Lee Roth aos vocais da banda (depois da confusão com o cara, poucos acreditavam que isso fosse possível).

A grande pergunta é: nos tempos atuais, ainda há espaço para o Hard Rock?

Podemos dizer que o Hard Rock nasceu na década de 60, com bandas como Deep Purple e Led Zeppelin (apesar de que os mais detalhistas vão classificar essas bandas com subgêneros menos conhecidos do público), mas teve seu apogeu na década de 80 e inicio da década de 90, com bandas como AC DC (apresentando Brian Johnson como vocalista), Def Leppard, Mötley Crüe, Van Halen, Skid Row, Mr. Big, Bon Jovi, Guns  n’ Roses, Scorpions e uma infinidade de outros nomes (mais uma vez, desculpas aos detalhistas).

Mas sabemos que o Hard Rock perdeu sua força, principalmente nos anos 90 quando surgiu o Grunge. E hoje, no cenário musical de forma geral, os ritmos que predominam são aqueles ditos comerciais, criados para vender, pensados numa inicial estética que coloca a musicalidade em segundo plano. Em outras palavras, o Hard Rock não predominará novamente.

Mesmo com essa realidade, bandas clássicas tem voltado, como Van Halen, citado no início do post e bandas novas tem surgido, como a sueca Crashdiet e americana Taking Dawn. Partindo do pressuposto de que esses músicos conhecem a atual cena rock no mundo, por que insistem em fazer esse tipo de som? Por que insistem em caminhar para um caminho em que o fracasso parece ser inevitável? Amor a música? Amor ao bom velho “sexo, drogas e rock’n’roll”?

Alguns talvez digam que, enquanto houver uma rádio que toque classic rock ou pessoas que reverenciem o clássico, o Hard Rock nunca vai morrer, será eterno… mas, como fã assumido que sou de Hard Rock, devo dividir minha preocupação…

Existem aqueles que reverenciam o clássico, realmente, e que o fazem durar. Nesse meio, encontramos até alguns jovens, mas a maioria de referido público é composta por pessoas com um pouco mais de idade. O ponto é: no seu auge, o Hard Rock era referenciado principalmente por jovens, os jovens cresceram e continuam a crescer, se é que me entendem… e os jovens atuais tem outras preferências… logo, quanto tempo de vida resta ao Hard Rock?

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2 thoughts on “Paulada 90 decibéis – O Hard Rock vive?

  1. Puta texto do caralho. Adorei a passagem e gostaria de pontuar algumas coisas. Acho que hoje o estilo músical e pessoal dos jovens mudaram muito, não sou músico, mas vejo a arte como um crescente onde criar é apenas se lembrar de algo. Podemos dizer que poemas e histórias já nao são como as de Shakespeare mas nem por isso Lobato deixou de ser ícone na época ou inspiração hoje. Acho que de fato o bom nunca morre, ele permeia para novas inspirações e arte é isso, é doar a alma para o mundo. Acho que Bandas como Ac Dc, Skid Row entre outras, nunca vai morrer, de fato são boas, se os jovens em sua maioria vão curtir é outra pegada, outro momento outra história a ser escrita! Grande abraço.

  2. O bom e velho Hardrock não vai morrer (assim espero), mas é dificl aceitar que os integrantes das bandas clássicas estão ficando velhos e perdendo a vontade de fazer turnes para divulgar as suas músicas pelo mundo, e pior ainda é ver que pouquíssimas bandas atuais conseguem fazer música no mesmo estilo ou que pelo menos agrade os fãs clássicos.

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