Paulada 90 decibéis – New Metal contra o Mundo

Emocore. Coloridos. Preconceito.

No meio do rock (se é que podemos incluir esses estilos no conceito de rock), atualmente, muito se fala de (ou xinga) determinados estilos. Seria preconceito?

Preconceito é um assunto interessante, mas Emocore e Coloridos não parecem impelir, no momento, algo de muita relevância para o tema, já que todo mundo tem falado disso. Quem sabe algo mais discreto em matéria de preconceito no mundo rock… quem sabe um pouco de Nu Metal?

Em primeiro lugar, o que seria Nu Metal (ou New Metal)?

A parte fácil nessa explicação, é a concepção genérica: é uma espécie de som, que reinventa o Metal tradicional, fugindo das clássicas facetas do Metal e originando um som totalmente novo.

Aí chegamos a parte difícil, o conceito sonoro:…

Complicado dizer como é o som de uma banda de New Metal. Uns mais simplistas diriam que é um rock pesado, misturado ao Hip Hop. Pois é, dessa vez terei que ser contra os simplistas.

O New Metal é um som pesado que tem muitas misturas. A mais clássica, de fato, é o Hip Hop/Rap, mas temos exemplos constantes de outras junções incomuns, como funk, eletrônica, rock alternativo, etc.

Tantas misturas fazem com que uma banda de New Metal (geralmente) não seja igual a outra. Podemos citar como exemplos de bandas, para que vocês tirem as próprias conclusões, Linkin Park, Papa Roach, System of Down, Slipknot, Deftones e Rage Against the Machine. Essas, por si só, já demonstram as variações existentes num mesmo estilo…

E quando começa o preconceito?

Diferentemente do Emocore, que é discriminado pela melancolia e “feminilidade” de suas composições (apontadas por alguns), o New Metal faz um som forte, pesado, muitas vezes trazendo letras agressivas e vocais guturais. Apontar o preconceito que o New Metal sofre, então, não é tarefa das mais fáceis…

Ao que tudo indica, o problema se inicia no conservadorismo. Algumas pessoas, fãs do Metal mais tradicional, não conseguem se render a um tipo de Metal que foge ao bom velho Metal.

Até aí, até se torna tolerável o preconceito existente, mas a coisa evolui…

Existem certos Headbangers, que são extremistas. Para eles, o Metal é sagrado. Está acima de todos os sons, e não pode, em hipótese alguma, se unir a estilos de segundo escalão (entenda-se por segundo escalão, qualquer coisa que não seja Metal). Essas pessoas, então, não se dão nem ao trabalho de ouvir o New Metal e conhecer a banda de verdade e seu som, e saem por aí criticando (e em alguns casos, batendo nos outros).

A verdade é que, como em qualquer outro estilo de Metal, existem bandas boas e bandas ruins no New Metal. A qualidade das músicas não está ligada ao estilo ao qual ela se enquadra, e sim, no talento e criatividade dos músicos que a fazem surgir.

Estilos ruins podem existir sim, o que consequentemente torna todas as bandas daquele seguimento, uma tristeza aos ouvidos, mas isso acontece por questões comerciais e não artísticas.

Enfim, ouça primeiro, fale depois…

 

Francisco Souza

Comentários com Facebook

comentários com facebook

One thought on “Paulada 90 decibéis – New Metal contra o Mundo

  1. Vake lembrar, que a foto do post, é capa do super album “Buiikikaesu!!” da banda japonesa mais ouvida dos ultimos tempos, MAXIMUM THE HORMONE. Que também é incrível!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *