Música brasileira: Aquela dos trios elétricos…

Chegamos a segunda parte da nossa empreitada pelas músicas nascidas em nossa amada pátria. A bola de vez, é o Axé…

Controvérsia, talvez seja a palavra de ordem ao nos referirmos a este ritmo. Definitivamente o Axé é odiado por uns, com todas as suas forças, e amado incondicionalmente por outros (também conhecidos como baianos).

Antes de mais nada, vamos definir o que seria esse gênero musical.

Como parece óbvio a qualquer brasileiro, o Axé nasceu na Bahia, em meados dos anos 80. Obviamente que começou a ser tocado nos carnavais.

Carnaval é festa, ainda mais pro povo baiano. Já naquela década, a galera estava à procura de um ritmo que embalasse as comemorações de carnaval, e acabaram misturando outros gêneros existentes, para criar uma estilo de música extremamente animado. Dentre os ritmos misturados, podemos citar o Frevo, Maracatu, Forró, Reggae e até mesmo rock (o que explica a diversidade de instrumentos que os músicos utilizam em suas canções).

Depois de entendermos o conceito, poderemos verificar a distinção nítida entre os artistas do gênero. De um lado, temos letristas mais conscientes, buscando transmitir alguma mensagem positiva, em melodias não tão dançantes, mas ainda assim, alegres. Como exemplo, podemos citar Daniela Mercury.

De outro lado, temos os letristas “bagunceiros”, com letras vulgares e ambíguas, num ritmo mais rápido e dançante. Como exemplo, podemos citar qualquer dos grupos que foram responsáveis pela bundalização da tv brasileira no final dos anos 90, inicio do anos 2000,

Inegavelmente que o axé é um ritmo de festas. Inegavelmente também, que a esmagadora maioria de suas canções, estão estritamente ligadas a promiscuidade. Em outras palavras, axé e sexo andam lado a lado.

Como eu acredito que a maioria das pessoas gosta de sexo, não é de se surpreender o sucesso do axé.

Como tudo nessa vida, o axé é relativo. As pessoas que gostam, gostam por um motivo válido (que muitas vezes está conectado à micaretas, e não à própria música), e as que não gostam, também possuem motivos válidos.

Mais um ritmo que dificilmente se perderá no tempo, dada a sua importância cultural, mesmo não sendo definido como arte por unanimidade.

Particularmente, não acho que o estilo em si tenha qualquer tipo de mensagem importante a ser transmitida, mas a alegria que transmite, me impede de criticá-lo para valer. O Axé, nada mais é, do que um instrumento de contribuição a farras. Quem pode condená-lo?

 

Francisco Souza

 

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3 thoughts on “Música brasileira: Aquela dos trios elétricos…

  1. Genial Chiquinho! Eu como vc também não gosto, mas este estilo musical tem uma carga cultural que é a cara do Brasil, despreocupado alegre e negligente ao lado ruim da vida! ufhaefae

  2. Então, eu não gosto do estilo musical propriamente dito, axé!
    ( palavra ridícula inclusive) que se não me engano, tem algum significado, em alguma religião de origem africana, das quais tenho medo até de citar.. rs!
    mas enfim, chiquinho, gostei da explanação.. escreves muito bem… meu orgulho… te amo… e pra ser sincera, até curto uma micareta ..rs!

  3. Bem eu tenho um mulher em casa que gosta, e muito, deste ritmo, e apesar de concordar com tudo que foi dito pelo chiquinho, devo acrescentar que o axé é divertido, no sentido em que vc pode, e agora vou parafrasear o Alexandre, ser negligente com o que está fazendo enquanto “pula axé”… ótima coluna irmãozinho parabéns.

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