Música brasileira: Aquela do Pacadão

Exatamente na metade dos artigos sobre música brasileira, o ritmo mais ingrato:

Funk.

Conforme será explicado a seguir, o funk criado nos Estados Unidos, difere muito
do Funk Carioca que ouvimos hoje em dia pelo Brasil a fora. Esse funk carioca, adiantando
a crítica, é o tipo de música que não agrega absolutamente nada. Então, se você espera
encontrar nesse post, apontamentos que qualifiquem o funk carioca, esqueça… Isso não vai
acontecer.

Mas vamos por partes…

No inicio dos anos 60, o ritmo conhecido como Funk, foi criado nos Estados
Unidos, pelo músico Horace Silver, que misturou jazz e soul music, e mais tarde, “aprimorado’
por James Brown, que adicionou batidas mais dançantes ao estilo.

A priori, esse novo estilo musical foi trazido ao Brasil e, de cara, criou adeptos
assíduos de sua musicalidade, como Tim Maia.

Aí veio a tragédia…

Quando chegou ao Rio de Janeiro, algumas equipes de som cariocas, começaram
a organizar bailes dançantes, tendo uma resposta muito positiva do público, e conseguindo,
consequentemente, atravessar a década de 70 e chegar firme aos anos 80. Nesse ponto,
decidiram unir, ao ritmo-mor de suas festas, o Miami Bass, ritmo da moda, naquela época, na
Flórida, com batidas mais rápidas e letras erotizadas.

por aí…

O Funk mais tocado na atualidade, trás letras de baixíssimo escalão, deixando pra
trás a conotação “sensual” para atingir a “baixaria total”. As letras, praticamente não passam
mais qualquer mensagem, não representam mais um movimento musical. O ritmo tornou-se,
tão somente, uma trilha sonora para orgias desgarradas e um hino a violência e às drogas.

O que não faz sentido, ou pelo menos não deveria fazer sentido, é a quantidade
enorme de pessoas que se deleitam com o ritmo e aderem a suas letras de má conduta.

Como tudo no Brasil, o Funk, apesar de ter um nome só, parece se dividir em
duas castas, assim como acontece com o axé: de um lado, o funk do sexo, e do outro, o ritmo
que tenta transmitir, ao menos, algum sentimento em suas letras (como fazia Claudinho e
Bochecha).

Infelizmente, dentro do estilo, os grupos de letras pesadas e baixas, são a maioria
cada vez mais esmagadora, enquanto que, os procuram a arte, estão se transformando apenas
uma lembrança…

Chega a ser enfadonho ter sempre que olhar algo sob varias óticas. Mas enfim,
este é o funk. A música, seja qual for o ritmo, pode ser uma arma poderosa nas mãos de quem
usa, seja para transmitir algo bom, seja o oposto…

Mas aí, o erotizada foi evoluindo, evoluindo, até se tornar o que você escuta hoje

Francisco Souza

Comentários com Facebook

comentários com facebook

3 thoughts on “Música brasileira: Aquela do Pacadão

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *