Paulada Social – Quanto maior o amor, maior a queda.

Mas um título que a princípio não condiz com o tema, mas tentarei aproximá-lo o bastante (espero que consiga).

De um tempo para ca, todos podem notar o carinho e esforço que as empresas (o governo também) tem em cativar a classe C. Com base nas informações da revista “Meu próprio negócio” de novembro de 2010, a classe C detém cerca de 50% da população brasileira. Sabe o que isso significa? Que, 1/3 da massa de renda brasileira é movimentada pelas classes baixas do Brasil. E não só a renda, o poder de decisão de votos também.

Com base nisso e muito mais, empresas focam seus esforços de créditos como simulacro a poder aquisitivo da classe C. Confesso que não sou economista (e nem quero), porém crédito que não é poder. Isso eu posso garantir. Empresas como que financiam o sonho da casa própria, bens de consulto de luxo, trazem o ideal de sustentabilidade simulam o poder dando créditos a esse nicho. Claro o salário mínimo também cresceu muito nos últimos anos. Mas onde está o problema, se temos crédito e o salário mínimo está mais alto eu posso comprar meu IPhone e minha casa, não vejo problema! Seria bom se assim fosse.

Simulando a realização de um sonho como a casa própria, empresas financeiras parcelam até 80% o valor de um imóvel, quando o cidadão se depara com o valor da mensalidade, compras mensais mais seus gastos pessoais veêm que seu poder de crédito não está la tão poderoso. O que acontece? Ou pagam a mensalidade ou comem, claro, necessidade mor, comer, deixam de pagar e tem uma ordem de despejo.

Minha analogia é a seguinte: aumenta-se o salário mínimo e o crédito, aumenta o valor dos produtos para continuar tendo renda. Afinal, empresas também pagam seus funcionários.

Vejamos o preço de alguns alimentos para ver que eu não estou louco: Queijo ralado R$ 4,00, biscoito R$ 2,00, leite desnatado (é mais saudável) R$ 2,00, café em pó (1 quilo) R$ 5,00, me lembro quando mais novo, saia de casa com R$ 1,50 e levava um queijo ralado mais algumas balas de troco.

A relação do poder da classe C não está ligado a poder comprar e sim na ilusão de que podemos pagar (com a famosa frase, quer pagar quanto?) e assim vivemos de arroz e feijão (se ainda podemos comprar). Mas e você, quer pagar quanto por esse amor e disposição que estão depositando na classe C? Fica mais uma questão no ar para debatermos.

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4 thoughts on “Paulada Social – Quanto maior o amor, maior a queda.

  1. Um ponto de vista interessante, e concordo com praticamente tudo o que foi dito. Sempre que uma manobra política, não necessariamente feita por um político, é posta em prática, ela visa ludibriar o alvo com coisas boas, de maneira que o alvo esqueça ou não veja as coisas não tão boas. A coluna destaca bem isso quando fala do crédito concedido pelas empresas, que acaba fazendo o individuo esquecer os demais gastos que terá, excluindo-se é claro, os gastos com o crédito tomado. A única pergunta que faço, e confesso, não é retórica, é a seguinte: as empresas são realmente as (únicas) responsáveis por isso?

  2. As manobras políticas são como o Espelho de Ojesed, artefato mágico que mostra, aquele em sua fronte, o que ele mais almeja. Cabe a nós sabermos a hora de parar de nos enganar.

    Parabéns pelo post meu Brother!!!

  3. Parabéns pelo post namorado.
    Indo um pouco mais a fundo no problema e olhando a recente história da grande crise econômica de dois anos atrás, o grande problema do crédito é que uma hora a divida fica insustentável e a bolha estoura.
    Tentando responder a dúvida do Francisco, afinal não sou especialista no assunto, minha opinião é que a culpa não é somente das empresas, é delas e também do governo que não tem uma política de longo prazo (se a crise estourar no governo do outro não é problema meu). O crédito é sim importante para que as classes mais baixas tenham acesso aos bens disponíveis, mas ele deve existir com a responsabilidade de olhar o que a pessoa realmente pode pagar, assim a pessoa compra o que quer, paga de quem pegou e o sistema se sustenta. Mas como quando a porca torce o rabo o governo libera incentivo para as empresas, elas não estão preocupadas com isso e as pessoas que se explodam.

  4. Bom, falar de responsabilidade é bem difícil, sempre deixo aberto quando abro qualquer assunto que podem e tem duas faces. Na real acho que o valor percebido pelas coisas estão a cada dia maiores por conta da industria empregar valores onde não existem necessidades (falo com propriedade, sou publicitário rs). O que me perturba mesmo é um crédito para a compra de um iphone ser mais bem visto e melhor empregado do que um crédito para estudos por exemplo. Acho que de fato cabe a cada um se colocar em seu lugar e julgar o que é cabível ser investido como pagamento a curto e longo prazo, o que dificulta qualquer manobra política e empreendedora. Obrigado pelo debate.

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