Mr. Smith – Caso Rio de Janeiro

Depois de uma semana turbulenta com tantas noticias do Rio de Janeiro, finalmente temos a impressão que toda essa guerra vai acabar.

Polícia invadindo diversos bairros e favelas, bandidos correndo desesperadamente, tiros, confusões, mortes, carros incendiados, protestos, tanques andando pelas ruas, pessoas escondidas dentro de casa, terror.

Que belo cartão postal temos de nosso país hein?

Mas qual seria a solução?

Em uma típica conversa de bar, eu e mais dois amigos tivemos diferentes opiniões sobre como poderíamos resolver tais problemas:

1ª solução: Matar a todos os responsáveis pelos atos (no caso, os bandidos já presos). Explicando: – Rápido, Simples, Solução imediata e com poucos gastos. O país não iria precisar gastar com a prisão e nem iríamos correr riscos depois de 1/6 de pena cumprida esse bandido voltar às ruas para colocar terror novamente na cidade (isso se ele já não o estiver fazendo dentro do próprio presídio, através de celulares como já vemos hoje em dia.

Réplica: Fazer justiça contra as próprias mãos, eliminar o mal fazendo outro mal. Daria certo?

2º solução: A população em massa reagir. Continuar tocando sua vida normalmente, abrir o comércio, ir pra faculdade, pegar ônibus, ir ao shopping, cinema e afins. Resumindo: “Um caos está acontecendo, E daí? Minha maneira de protestar é essa, não deixando ninguém me oprimir e continuando minha vida do jeito que era antes de toda essa confusão.”

Réplica: Provavelmente iriam ter alguns mortos, mas esses seriam aqueles bravos cavaleiros que deram o primeiro passo pra uma nova revolução. O problema: A população pensar dessa maneira. Quando é a sua própria segurança que esta em jogo, poucos conseguem deixar de visualizar seu próprio umbigo e pensar em um bem ao todo. Você se arriscaria por alguém que talvez nem conhecesse?

3ª solução: Investir na educação. Cuidar das futuras gerações que estão por vir, dando um conceito de moradia, educação e saúde (direito que todo cidadão tem). Tentar implantar diversos serviços nessas favelas e mostrar que não existem somente aquelas possibilidades de vida para os cidadãos. (crescer na bandidagem, começar a roubar, entrar para o trafico e o final vocês já conhecem).  Quanto aos bandidos presos, investir na reestruturação de cada um, colocando eles pra trabalhar em troca do alimento e dinheiro gasto com as despesas no presídio (basicamente o que vemos nos filmes Americanos).

Réplica: Estamos no Brasil! Quando isso poderia acontecer? Sobre a educação, todos concordam que seria um meio certo de se fazer as coisas. Mas só iríamos ver o resultado em longo prazo.

Essa conversa durou bem mais do que isso, mas e vocês, o que pensam a respeito e o que poderíamos fazer pra que houvesse alguma mudança?

P.S = a idéia numero um foi minha. Posso ter parecido meio irracional e generalizar tudo, mas como dizem por ai: bandido bom é bandido morto.

Abraços

Smith.

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6 thoughts on “Mr. Smith – Caso Rio de Janeiro

  1. Paulo,

    Eu acredito na terceira opção, porém como vc disse é a longo prazo.. então primeiro eu tomaria a decisão número 1 e depois a 3!! Bjs

  2. Na realidade é um assunto com soluções bem complicadas, já que a 3˚ deveria existir mesmo que nada disso estivesse rolando. De fato eu mataria a todos e entregaria o Brasil para Portugal admistrar, essa merda e responsa deles, rs…

  3. Realmente resolver esse problema é difícil! Eu concordo totalmente com a terceira opção, realmente é de longo prazo, mas se formos pensar: há quanto tempo estamos vivendo nessa situação? O que seria mais alguns anos resolvendo o problema de fato para que os resultados fossem ainda mais longos… A solução é simples, mas como nosso amigo Smith destacou estamos no Brasil e por aqui as coisas andam meio devagar…. Enfim.
    Bjs

  4. Só para dar um destaque, quanto vão gastar no estádio do corinthians mesmo? E em educação? Pois é… Mais uma vez eu digo se todos corinthianos se juntassem por uma causa justa que iria beneficiar nossos futuros arquitetos, professores, médicos, engenheiros etc talvez o pais seria realmente o pais do futebol, o futebol inteligente que se joga em campo e não com a vida das pessoas… Abraço galera.

  5. Para mim… Poderia dar uma junção dos três e fazer uma quarta solução..^^
    Acho que as três tem prós e contras..

  6. Ô, muito bom ver que nosso papo está rendendo frutos… Por um bom tempo pensei como você, até o dia que um vizinho meu morreu ( o rapaz era metido com algumas coisas erradas, mas no local onde morava não fazia mal a ninguém), era um muleque, tinha coisa de 17 anos, metralhado. E aí o que mudou? Vai me dizer que alguma pespectiva, apoio ou sei lá oq ue não poderiam mudar/salvar está vida? O ato só houve mais revolta e dor violencia, e sinceramente não acho que é assim que se muda uma realidade, Não se cura a dor provocando novar dores, cavando uma um abismo de raiva e revolta; de fato só serviu para mudar minha visão. O verdade é que descobri que não é agindo como o seu inimigo que se vai mudar algumas coisa e indo um pouco mais além, acho que no fundo todos nós não passamos de vítimas.
    A postura de se por na linha de fogo para enfrentar o crime, não sei, simplesmente se torna inconsebível para mim, não consigo imaginar os criminosos parando diante do trabalhador. E a minha opinião, pode paracer utópica eu sei, mas se eu não acreditar na educação e no bem que ha no fundo do coração de cada ser humano eu vou acerditar em que??

    Isso me recorda um texto que amo d+ : Como mudar o mundo?

    Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo e estava resolvido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias em seu laboratório em busca de respostas para suas dúvidas. Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário decidido a ajudá-lo a trabalhar. O cientista nervoso pela interrupção, tentou que o filho fosse brincar em outro lugar. Vendo que seria impossível demovê-lo, o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho com o objetivo de distrair sua atenção. De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava! Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e, junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo: – Você gosta de quebra-cabeças? Então vou lhe dar o mundo para consertar. Aqui está o mundo todo quebrado. Veja se consegue consertá-lo bem direitinho! Faça tudo sozinho. Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa. Algumas horas depois, ouviu a voz do filho que o chamava claramente: – Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho! A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho. Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto. Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança. Para sua surpresa, o mapa estava completo. Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares. Como seria possível? Como o menino havia sido capaz? Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu? – Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

    Pode parecer tolo, bobo, mas é nisso que eu acredito, acredito no potencial humano, acredito numa mudança…

    Enfim, querido, ótimo post!

    Beijos

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