Refém do Casamento – Gordos VS Halteres

gordo_magroDizem que casamento engorda, quem fala isso são esses magrelos malditos que ganham uma pochete depois que casam e se acham gordos. Para o gordo o que engorda é a vida, o casamento é apenas um agravante. Eu sou do tipo de gordo que não se aceita gordo, como assim?

O gordo que não se aceita faz trilha, corre 10km na esteira, participa da São Silvestre só para poder dizer “eu consegui”, mas no caminho de volta para casa acaba comprando uma caixa de bombom para “repor as energias”.

Mas ser um gordo em negação não é fácil, você se cadastra em uma academia e não contente leva um monte de amigos junto, por que você sabe que se não tiver companhia você vai acabar não indo mesmo.

O que repele o gordo na academia não é o esforço excessivo que ele vai ter que fazer ali ou para estar ali. A academia é um ambiente naturalmente hostil para o gordo, “aquilo ali” não é seguro para a gente, tudo começa quando o gordo entra na academia, convenhamos, ninguém vê um gordo entrando na academia e pensa:

“Nossa! Quanta força de vontade”.

Todos pensam:

“Puta merda menos espaço” ou “lá vem o gordo lubrificar os aparelhos com banha in natura”.

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Para piorar um pouco, até mesmo outros gordos, tem preconceito com a “classe”, por que o gordo tem mania de competir com o outro, quando você vê um gordo ao lado de outro nas esteiras, não é coincidência, muito menos reunião dos vigilantes do peso. Eles estão olhando com o canto dos olhos para a velocidade do vizinho para “superá-la”, nem que seja por 2 décimos.

Recentemente eu presenciei uma gorda ao meu lado fazendo isso, estávamos ali correndo um ao lado do outro correndo e toda vez que eu aumentava minha velocidade, a gorda igualava, mas tem um, porém, o gordo por ser gordo acaba impondo limites ao seu corpo, o que é chamado pela sociedade de GORDICE.

Eu não sabia, mas estava prestes a presenciar uma gordice alheia naquele exato momento. Com a alta velocidade, he he chamar aquilo de alta velocidade é muito otimismo, a gorda começou a correr desengonçada, até não conseguir mais parar a máquina, o que ela decide fazer? Puxar o botão de segurança? Não! Ela resolve eliminar a “competição” e se apoia em mim, o que eu, de forma alguma esperava e fui levado ao chão da esteira ralando o joelho no processo e é claro chamando só um pouco a atenção da plateia, composta por homens e mulheres de “corpos perfeitos” e sorrisos reluzentes. Eis que maldita gorda se recompondo do desequilíbrio saí andando como se nada tivesse acontecido. Nem desculpas me pediu.

Mais uma vez tentando vencer a balança, esse foi mais um Refém do Casamento. Aguardo sua opinião aí embaixo.

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