desComportamento – Olá vergonha, muito prazer!

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Como boa amante da leitura e ao ver o grande alvoroço da mulherada a respeito do livro mais comentado no momento chamado “Cinquenta Tons de Cinza”, aproveitei para matar minha curiosidade. Mas antes de tudo, vamos deixar o gosto literário pessoal de lado e nos focar no conceito que esse gênero é: romance erótico.

O soft porn* escrito pela inglesa E.L. James está causando barulho no mundo todo e chegou ao Brasil agora em Agosto. No mesmo momento, já vi a massa masculina se manifestar a respeito do conteúdo do livro, principalmente nas redes sociais… de forma inesperadamente negativa. Juro que essa não entendi.

Então com toda delicadeza e jeito, abordei alguns homens a respeito dessa reação. Mas fiquei ainda mais surpresa com os argumentos que recebi: é vulgar, mulheres não deveriam ler este tipo de conteúdo e as mães, fora de cogitação. Olha, parece que voltei a geração da nossa vovó, onde coisas como essa eram repugnantes.

Não querendo ser feminista e mostrar os peitos em protesto as manias masculinas (assumo que algumas gosto e muito), mas discordei totalmente deste tipo de reação. Já explico: acredito que garotas têm todo o direito de ler conteúdo erótico, assim como ver pornô, assim como DEVE se dar prazer e fantasiar com o que quiser. Oras, qual a diferença da nossa necessidade para a dos homens? É aí que lembramos o rótulo chato que coloraram nesse tipo de comportamento. Sim, ouvi um “porque homem pode”. Oh, nossa.

E por causa de comentários deste tipo que ouvimos por aí, muitas vezes nós mesmas nos reprimimos por receio de sermos interpretadas de forma errada. E então chegamos ao ponto que eu queria: sai todo mundo prejudicado. Como? Simples! Na intimidade, muitas ficam receosas de demonstrarem suas vontades. Não é que a safadeza tem que ser evidente na gente grifada com marcador de texto. Algumas até se sentem mais à vontade e outras (maioria!) precisam de mais estímulo, mas creio que a mulherada concorda que a nossa necessidade sexual é algo importante – e total necessário – a ser explorado.

Se a rapaziada gosta de pornografia, ver mulher pelada, preferências sexuais selvagens e é assunto comum nas mesas de bar e grupo de amigos, não vejo problema algum! Mesmo para quem namora, mesmo para quem é casado. Sim meninas, amaciem essa ideia na cabeça porque não é nada de outro mundo. Vocês ainda são bem melhores que isso e eles ainda te amam. Mas por que não incentivar nossa imaginação também?

Isso ajuda a descobrirmos possibilidades e dividi-las com o parceiro. Não tem nada melhor do que abrirmos a boca para pedir o que desejamos, e eles vão adorar realizar cada um desses desejos, podem acreditar. Sem essa de pudor. Numa dessas conversas, ouvi muitas queixas sobre mulheres que tem vergonha ou quanto os caras ficam frustrados, mas acabam respeitando. Será mesmo que é tão ruim nos satisfazermos de forma igual? A necessidade tá ali gritando, mas ainda é vista de forma desproporcional por ambos os lados.

Então recomendo a leitura para mulheres, ou o filme “O Último Tango em Paris”, até mesmo qualquer passada descompromissada em algum sex shop para quebrar esse bloqueio inútil. Viajei nos detalhes e fiquei satisfeita, assim como aquela mulher – gostosa com cara de estagiária e saia apertada – bem viva na cabeça deles.

Vocês também têm esse direito e tenho certeza que os homens vão agradecer no fim das contas. Não precisa ser vulgar, não precisa gritar aos 4 cantos que você, de repente, adoraria uma encoxada no elevador. Mas a partir do momento que quebrarem alguns conceitos (impostos pelos próprios indecisos que reclamam desse nosso jeito contido), será ótimo para todos.

A sutileza e os bons costumes ficam do lado de fora da porta, a liberdade e a vontade prontinha pra sair serão bem vindas entre as quatro paredes!

(Para quem quer saber mais sobre a trilogia, veja no site http://www.cinquentatonsdecinzabr.com/)

*Soft Porn = pornô suave. O livro foi classificado nos EUA como “pornô para mães”.

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6 thoughts on “desComportamento – Olá vergonha, muito prazer!

  1. Mulheres podem ver pornô e se masturbar, só acho extremamente hipócrita venderem um livro puramente erótico como algo cult…

  2. Parabéns Débora…mais uma vez vc se superou!!!
    Concordo com tudo!!!
    bjus.

  3. Mais uma vez tenho que concordar plenamente.
    E o livro me parece interessante! rs’

  4. Olha eu aqui, bem como dono da “lojinha” e homem, ainda bem neh rss, tenho a te dizer uma coisa Débora, os homens são, na maioria das vezes, ingênuos e em mesma proporção sinceros, porém essas duas “variáveis” podem mudar drasticamente quando nós nos encontramos na frente de mulheres. Bem pq estou dizendo isso, simplesmente para afirmar com 100% de certeza que os homens que você abordou e que deram tal resposta, o fizeram pura e simplesmente para te parecer mais “homem” e menos “cafajeste”, consigo ainda te dizer o seguinte se vc pedir para um amigo perguntar a mesma coisa em uma roda de “amigos” ele trará a resposta que você esperava ouvir. É meio triste isso mas nós humanos temos essa necessidade babaca de parecermos “melhor” do que somos para os alheios, exceto os amigo(a)s mais próximos. De resto concordo com oq vc disse sobre direitos iguais e acredito que se dar esse tipo de liberdade não tem lado ruim além de se auto conhecer, vai conhecer melhor os nossos parceiro(a)s/companheiro(a)s.

  5. Tenho que concordar com voce Débora! e Também com meu amigo Paulo Cesar!
    Sei que todo homem sonha com aquela mulher, santa na rua e safada na cama!

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