Resenha: The Mars Volta – Noctourniquet

  1. The whip hand
  2. Aegis
  3. Dyslexicon
  4. Empty vessels make the loudest sound
  5. The Malkin Jewel
  6. Lapochka
  7. In Absentia
  8. Imago
  9. Molochwalker
  10. Trinkets pale of moon
  11. Vedamalady
  12. Noctourniquet
  13. Zed and Two Nautghs

 

E aqui estamos nós, estreando mais uma sessão dentro do 90 decibéis.

Como eu havia mencionado no post sobre o Alter Bridge, que inaugurou a sessão “90 decibéis recomenda”, uma vez por mês, também traríamos uma resenha de algum álbum recém saído do forno.

Lá nos primórdios dessa coluna, cheguei a fazer uma resenha sobre o álbum “Different gear still speading” do Beady Eye, mas à época, não era comportada a ideia de uma sessão especial para as resenhas.

Então, a primeira resenha oficial dessa sessão será do mais recente álbum (óbvio) do Mars Volta, intitulado “Noctourniquet”.

Trata-se do sexto álbum de estúdio desses estadunidenses, colocado a disposição dos fãs no final de março de 2012.

Logo de cara, na primeira música “The whip hand”, é notório que a banda continua a mesma, ou seja, não se sabe o que devemos esperar do álbum. A psicodelia é tanta, que nem mesmo o sempre excelente vocal de Cedric Bixler-Zavala facilita a classificação do tipo musical no qual a banda se encaixa.

Às vezes, encontramos uma pegada hard rock, como podemos perceber em “Molochwalker” e nas guitarras mais pesadas e no refrão rasgado de “Aegis”. Outras vezes, encontramos um jazz fusion, como na canção “The Malkin Jewel”.

Mas o Mars Volta não só usa vários estilos num mesmo álbum, como também usam varias estilos nas mesmas músicas. E apesar da variação musical, a psicodelia é regra em todas as faixas do Noctourniquet. Em dados momentos, como em “Dyslexicon” e “In Absentia”, os vocais ficam quase que em segundo plano diante da intensidade dos efeitos utilizados.

O ponto alto do álbum fica por conta da calma, mas não menos psicodélica, “Imago” e da harmonicamente triste e vocalmente perfeita “Empty vessels male the loudest sound”.

São treze faixas muito bem produzidas. Canções que alternam entre a agressividade e calmaria (às vezes com os dois elementos na mesma música). Chamar o som dos caras de louco, não seria inapropriado, nem pejorativo. Ouso dizer que o Mars Volta não agrada qualquer ouvido, pois suas composições estão longe daquilo que a sociedade classifica como popular… Ainda assim, o Noctourniquet é mais um excelente álbum da banda, e altamente recomendável.

 

 


 

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