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E aqui estamos nós, estreando mais uma sessão dentro do 90 decibéis.
Como eu havia mencionado no post sobre o Alter Bridge, que inaugurou a sessão “90 decibéis recomenda”, uma vez por mês, também traríamos uma resenha de algum álbum recém saído do forno.
Lá nos primórdios dessa coluna, cheguei a fazer uma resenha sobre o álbum “Different gear still speading” do Beady Eye, mas à época, não era comportada a ideia de uma sessão especial para as resenhas.
Então, a primeira resenha oficial dessa sessão será do mais recente álbum (óbvio) do Mars Volta, intitulado “Noctourniquet”.
Trata-se do sexto álbum de estúdio desses estadunidenses, colocado a disposição dos fãs no final de março de 2012.
Logo de cara, na primeira música “The whip hand”, é notório que a banda continua a mesma, ou seja, não se sabe o que devemos esperar do álbum. A psicodelia é tanta, que nem mesmo o sempre excelente vocal de Cedric Bixler-Zavala facilita a classificação do tipo musical no qual a banda se encaixa.
Às vezes, encontramos uma pegada hard rock, como podemos perceber em “Molochwalker” e nas guitarras mais pesadas e no refrão rasgado de “Aegis”. Outras vezes, encontramos um jazz fusion, como na canção “The Malkin Jewel”.
Mas o Mars Volta não só usa vários estilos num mesmo álbum, como também usam varias estilos nas mesmas músicas. E apesar da variação musical, a psicodelia é regra em todas as faixas do Noctourniquet. Em dados momentos, como em “Dyslexicon” e “In Absentia”, os vocais ficam quase que em segundo plano diante da intensidade dos efeitos utilizados.
O ponto alto do álbum fica por conta da calma, mas não menos psicodélica, “Imago” e da harmonicamente triste e vocalmente perfeita “Empty vessels male the loudest sound”.
São treze faixas muito bem produzidas. Canções que alternam entre a agressividade e calmaria (às vezes com os dois elementos na mesma música). Chamar o som dos caras de louco, não seria inapropriado, nem pejorativo. Ouso dizer que o Mars Volta não agrada qualquer ouvido, pois suas composições estão longe daquilo que a sociedade classifica como popular… Ainda assim, o Noctourniquet é mais um excelente álbum da banda, e altamente recomendável.















